Saudade não tem idade (mentira, tem sim e são os 30)

anos-90Dizem que quanto mais maduros ficamos (porque velho aqui é a mãe), cada vez mais saudosistas nos tornamos. Gente, posso dizer, pelo menos por experiência própria, que a nostalgia aqui vem batendo na minha porta faz um bom tempo e a maldita simplesmente não quer me deixar. Então caso você seja sensível assim como “moi”, prepare o lencinho porque as próximas linhas serão de muita emoção.

Como eu já disse anteriormente, tenho tido saudades de absolutamente tudo. Começando pelo principal, tenho saudades da convivência diária com a minha família, da época em que todos morávamos juntos. Digo, meus irmãos, pai e mãe. O engraçado é que nunca tivemos, entre meus irmão e eu, aquele tipo de tratamento super meloso, cheio de abraços e frescuras, mas sempre fomos muito unidos e parceiros uns dos outros, sabendo que o amor estava ali, mesmo que ele não precisasse ser dito o tempo todo. E por conta dessa união, tivemos inúmeros momentos fantásticos juntos e que me marcaram muito. Assim, tenho saudades dos dias em que ficávamos juntos às tardes em casa. Dos dias chuvosos assistindo filmes dos anos 80 com eles e comendo as pipocas doces (queimadas) da minha irmã, ou ainda mingau de chocolate que ela preparava. Sinto saudades das “jogatinas” de Ludo que fazíamos em nossa casa e que sempre acabavam com alguém (eu) irritado. Sinto saudades das “fungações” do meu irmão, em virtude da rinite alérgica e até mesmo dos peidos “atômicos” soltados na parte de cima da cama beliche. Sinto saudades de ver minha irmã, no auge da sua adolescência, fazendo performances, como se artista fosse, em cima do sofá da sala. E eu a acompanhá-la por muitas vezes (a criança veada). Ou ainda, enlouquecendo geral porque filmes como ” O guarda-costas” ou qualquer outro com o ator Ed Murphy (denunciando a idade) seriam passados na sessão da tarde. Tenho também saudades de ser acordado aos domingos por meu pai que sempre ligava o rádio a mil pelo Brasil e dançava, na garagem mesmo, todos os estilos musicais possíveis, causando inveja nas inimigas pelo gingado e malemolência. Sinto saudades de sentir o cheiro de pão feito em casa que minha mãe fazia todos os domingos à tarde. Tenho saudades de escutar minha melhor amiga de infância gritando no muro das nossas casas “DUDUUUUUU” (longa história). Tenho saudades de ser aquela criança que sonhava em ser o melhor desenhista do mundo e que tinha como ídolo supremo Maurício de Sousa. Esta mesma criança, que desenhava em qualquer papel, também escrevia muitos “Mãe, eu te amo”. Assim mesmo, de forma bem espontânea, porque o amor era tão grande, que quase já nem cabia mais naquele pequeno corpo e precisava ser externado sem nenhuma vergonha (tá, eu só não escrevo mais, mas o amor continua o mesmo). Saudades de escutar o “clap, clap” do salto alto da minha avó chegando em casa e gritando ” Ô de casa”. A mesma que andava em uma velocidade invejável de salto alto e reclamava pelos cotovelos lavando a louça, também sabia ser a avó mais doce quando sempre alinhava as minhas sobrancelhas com cuspe (nojinho, mas puro amor).

Mas nem sempre as coisas foram flores. Lembro-me também dos períodos complicados de crise financeira e que não foram poucos. De dividirmos um pacote de biscoito recheado por mês entre os três filhos. De não passarmos grandes temporadas na praia, como as outras famílias, afinal a grana era sempre curta. De não termos as roupas da moda ou de não podermos comprar coisas mais luxuosas. De ver meus pais trabalhando muito, mas muito mesmo para conseguirem nos manter em uma escola de qualidade. De ver meu pai triste porque tinha sido demitido uma ou duas vezes e de escutar dele mesmo a frase ” Não te preocupa. Pensa apenas em estudar e brincar. O resto, deixa comigo e com a tua mãe”. De ter que empurrar o fusca amarelo no meio da estrada quando ele simplesmente não queria funcionar e saber que a única pessoa isenta desta tarefa era minha irmã (gente, isso pra mim era também o fim da picada). E muitas outras coisas mais que não caberiam em um único texto.

Enfim, tenho saudades e lembranças de muitos fatos que aconteceram em nossas vidas. Porém, toda vez que olho para trás, nunca penso nestes acontecimentos com um pesar ou mesmo com vontade que eles retornem. Acredito fielmente que as coisas nas nossas vidas acontecem na hora certa e têm uma razão para acontecerem: a aprendizagem. E é exatamente esta aprendizagem que eu sempre levarei como um bem maior.

E vocês, gente? Do que vocês têm saudades?

A incrível geração de gente chata da internet

chatosGente, eu não sei se é a chegada dos 30 e por consequência a diminuição da minha paciência para determinadas coisas ou se as pessoas estão realmente ficando mais chatas mesmo, mas que está ficando cada vez mais difícil de defender você, humanidade, isso está.

Recentemente, temos visto em todos os meios de comunicação que muitas cidades do Rio Grande do Sul têm sido afetadas pelas chuvas torrenciais. Com isso, muitas famílias acabaram perdendo seus pertences, ficaram sem mantimentos e inclusive estão desalojadas sem previsão de volta, já que a maldita desta chuva não está querendo dar trégua (São Pedro está muito inspirado). Pelas próprias redes sociais, percebi que muitos decidiram ajudar estas pessoas que estão necessitadas, nada mais natural e mais humano do que uma atitude como esta. Campanhas estão sendo criadas às pressas e pessoas que talvez nunca tenham se visto antes estão se unindo por uma causa nobre e linda. Mas Gustavo, o que isso tem a ver com o título do texto? Já estou chegando lá, caros amigos.

Então, têm aqueles ou aquelas camaradas que decidiram, antes de entregarem suas doações, tirar selfies com os mantimentos, cobertores, roupas, etc. Sinceramente falando, eu não vejo problema algum nisso, afinal o mais importante é o destino que todas essas doações terão: pessoas que perderam tudo ou quase tudo. Mas aí aparecem nas redes sociais a “INCRÍVEL GERAÇÃO DE GENTE CHATA DA INTERNET” (leia com voz de locutor) que apenas sabe criticar. Reclamam que é muita gente postando foto para pouco trabalho solidário. Reclamam que as pessoas não estão ajudando o bastante e que apenas sabem postar selfies. E me admiro que até agora, causas como a África da fome, uma causa que eu respeito demais e que não deveria ser mencionada como desculpa para esconder o descaso ou preconceito pessoal,  ainda não tenham sido citadas em meio as discussões sem fundamentos para justificar a falta de comprometimento com outras situações sociais, assim como aconteceu quando muitas pessoas coloriram suas fotos de perfil no facebook.

Vejo que estas pessoas que tanto reclamam são as mesmas que logo estarão achando justificativas para não ajudarem quem está precisando. Vocês querem exemplos? Tenho alguns aqui. Segurem este forninho, então:

” Mas se há tanto alagamento é porque as pessoas porcas estão jogando lixo no chão, nos bueiros, etc.”

“Mas por que estas pessoas foram morar perto de rios e arroios?”

” Estas pessoas já deveriam saber que este tipo de coisa (alagamento) é comum nestas regiões e períodos do ano.”

E por aí vai.

A verdade é que seria muito mais honesto e coerente da sua parte, querida geração de gente chata da internet, se você deixasse bem claro que não se importa em ajudar o próximo, porque você é preguiçosa. Se você deixasse de ser tão hipócrita e parasse de criticar os que alguma coisa estão fazendo. E se você, caso não queira realmente ajudar, limitasse os seus comentários a lugares onde as pessoas não tivessem acesso algum. Isso mesmo, o seu cérebro, caso você ainda o tenha.

Eu odeio a vida de estudante universitário

estudarConfesso que relutei muito a escrever este texto no blog. Primeiro, porque como professor sei o quanto uma opinião minha pode pesar e até mesmo ser de grande influência na vida dos meus alunos. Segundo, porque faço parte de uma pequena parcela negra que está na universidade e assim eu deveria estar eternamente agradecido por este fato e não “reclamando”. E para ficar no terceiro, não posso esquecer de meus pais, que tanto se empenharam para que eu aqui estivesse, inclusive escrevendo neste blog. Afinal, tudo começou lá nos tempos da alfabetização. Mas mesmo com estes motivos e talvez outros mais, não incluídos no texto, o que me levou a escrevê-lo? Abaixo, segue uma lista bem explicativa que você, estudante universitário, de 20, 30, 40 ou mais, poderá se identificar plenamente e entenderá a razão de eu odiar tanto este meio universitário (tente não chorar no cantinho).

1) Porque os horários proporcionados para as disciplinas do seu curso são absurdamente ridículos, fazendo você, muitas vezes, se acordar às 5h da manhã. Este fato tem como consequência o número 2.

2) Porque você, na maior parte das vezes, só consegue dormir de 4 à 5 horas por noite, causando um cansaço que só Deus sabe.

3) Porque a maioria dos câmpus das universidades são super gelados no inverno, não tendo nenhum lugar para a proteção do ser humano ( Sim, gente. Estudante é ser humano). Ou, são muito quentes durante o verão, causando suores, fedores e por consequência, constrangimento.

4) Porque você viaja para ir à universidade, como se para o litoral estivesse indo. Porém, fica muito menos tempo dentro da sala de aula (físico, pois o tempo psicológico, dependendo do professor, é eterno) do que no busão.

5) Falando em “professores”… gente, simplesmente melhorem.

6) Porque grande parte do seu currículo não faz nenhum sentido e alguns “professores” não fazem a mínima questão de ajudar os alunos a gostarem da sua disciplina.

7) Se você é um trabalhador/ estudante, já se acostume a ter inúmeras indagações sobre o tempo. Aliás, nunca haverá tempo. Nem que você passe noites acordado. Um conselho? Na dúvida, durma.

8) Porque você vai encontrar muitas pessoas arrogantes. Mas muitas mesmo. E o mais bizarro é elas acreditarem que uma nota “A” as define, e que principalmente você, que assim como eu tira os seus B’s e C’s (e está pra lá de contente), está com inveja delas. Não colegas, a gente não tem inveja. A gente tem pena dessa sua vida limitada a um único universo. Pra não esquecer das pessoas arrogantes que gostam de explanar sua opinião preconceituosa sobre o sistema de cotas. Sério, gente? Vocês querem minha opinião sobre vocês? Assim como alguns, e vejam bem, alguns professores, MELHOREM!

9) Porque quando chega o final de semana e finalmente a gente acredita que vai ter um descanso mental, pois pelo amor de Deus, era assim que deveria ser, temos que reservar tanto o sábado quanto o domingo para os estudos, leituras, término de trabalhos, esquecendo completamente a nossa vida social. Os amigos ficam furiosos, os/as peguetes vão desaparecendo e a família já está até acostumada a não lhe ver mais nas jantas e almoços comemorativos.

10) Porque depois de um determinado tempo, até para você mesmo, todo este esforço e tantos anos lá dentro já começam a não fazer mais sentido.

Mas por que então continuar com esta “joça”, Gustavo? Uma palavra ,gente: Esperança. Esperança de que todo este trabalho e dedicação sejam transformados em satisfação e orgulho. Esperança de que o pouco do que construí neste período possa servir de algo, não apenas para mim, mas para os que ao meu redor estão também. Esperança de que eu possa servir de exemplo para tantos outros que acreditam no poder da verdadeira educação, e não nesta que apenas repreende e segrega os seres. E principalmente esperança de que um dia, após 4, 5 ou mais anos ( sim, o meu caso) a graduação acabe.

Não sei lidar com aniversários

aniverE olha quem estava com os “anos” em festa ontem!! (??) Pois é, gente. Cheguei aos 29 anos de idade, cheio de gás, animação e pronto para comemorar esse dia enlouquecidamente. SQN!!

Então, para quem já me conhece, e para os que ainda não conhecem o Gustavo, vão entender agora, sabe que eu não sou do tipo de pessoa que celebra com festas o meu aniversário. “Mas como assim, Gustavo? Você não curte comemorar o teu happy birthday? Você é um E.T.? Nossa, você é muito estranho, cara! Acho que você precisa se tratar!” Exatamente isso. Eu simplesmente não me sinto nem um pouco a vontade de celebrar meu aniversário. E toda vez que ele está chegando, eu já sinto, mais ou menos pelo dia 8, aquela sensação estranha de querer me esconder do universo e assim evitar todas as formas de felicitações que eu ganho.

Antes que você, leitor, pare de me ler imediatamente, porque está completamente enojado deste ser repugnante e cheio de frescura que vos fala, deixe-me explicar mais claramente. Acho linda, maravilhosa e incrível qualquer forma de demonstração de amor que as pessoas façam por mim, independentemente do dia. Fico emocionado com tanto carinho e amor que recebo. Mas há duas coisas que me perturbam muito neste dia. A primeira é a quantidade enorme de atenção que eu recebo. Ok, eu gosto de atenção? Sim, é óbvio que gosto. Gente, eu tenho um blog, helloooo!! Eu não o criei para deixá-lo no limbo, no ostracismo, na obscuridade do mundo virtual. Então, considera-se que eu goste desta função de ser, de vez em quando, o centro. Mas há alguma coisa nesta atenção toda desse dia que me deixa completamente constrangido e que me faz, inclusive, dizer “parabéns” as pessoas quando na verdade eu deveria estar agradecendo pelas felicitações. Sim, sou desses. Fico completamente atrapalhado e não sei o que dizer. Simplesmente uó do borogodó! A segunda é que neste dia, eu acordo muito reflexivo, pensativo e super crítico. Fico o dia todo a pensar sobre todas as minhas ações passadas. Sobre o que eu já fiz para mudar o mundo (apesar de eu não ser uma miss Brasil, eu também gostaria de ver a paz mundial) o que eu já fiz para ajudar os que estão ao meu redor e o que eu ainda posso e devo fazer. Fico nessa viagem do que é ser “ser humano” e qual é a minha parcela de responsabilidade sobre o todo. O que, me desculpa, galera, não me parece caber em uma celebração.

Nervosismos a parte, o dia 10 de julho já está no passado. E apesar de todas essas “frescuras comportamentais” (ditas por terceiros) e até desentendimentos de quem não consegue compreender o que eu sinto neste dia específico, posso dizer que sobrevivi a mais um ano. Sim, porque para mim faz muito mais sentido celebrar o ano vivido do que um único dia. Agradecer pelos dias de vida, pelas pessoas lindas com as quais eu convivo, pelas batalhas vencidas e também pelas perdidas, afinal aprendemos muito com elas e pela vida que segue é o mais importante. E que agora, finalmente, venham os trinta (oh, my God), com todas as perfeitas imperfeições que eles têm para dar.

Todo mundo odeia os domingos

frases_todo_mundo_odeia_o_chrisGente, preciso contar um segredo pra vocês: eu odeio os domingos. E não é uma questão de eu não gostar do fato de que a segunda-feira é logo ali. Até porque isto pouco me preocupa. O que me incomoda em relação ao domingo é esta sensação de que ele deveria ser um dia diferente, um dia especial, mais temático, mas no final das contas termina sendo um dia muito mais neutro e total sem graça do que qualquer outro. Em outras palavras, o domingo ainda não mostrou a que veio.

Eu não sei bem ao certo quando esta minha relação de desamor com o domingo começou, mas lembro-me que desde muito cedo já não me acertava muito com este dia. Quando pequeno, sabia que aos domingos não teria a presença da minha melhor amiga para brincar comigo, porque ela sempre ia para a casa da avó (isso me deixava furioso). Sabia que aos domingos eu também não teria os desenhos animados na televisão. E o pior de tudo, tinha total consciência de que o domingo era dia de Faustão e Gugu (queria estar morta). Quando já na adolescência sofria sempre por não poder ver as minhas novelas aos domingos (sim, desde sempre muito noveleiro). E a única programação que salvava um pouco este dia das trevas era o seriado Sandy e Júnior (me julguem).

Conforme fui crescendo e a idade (os 30, vocês sabem?) foi se aproximando, fui deixando de me preocupar tanto com a chegada deste dia melancólico. Simplesmente apertei o botão do “tô nem aí” (pensou que eu iria escrever outra coisa, né?) e deixei que esta onda meio gótica, dark, emo tomasse conta do meu ser. Agora, para mim, o domingo é um dia para celebrar o nada. Já que é isto que ele nos oferece é exatamente isto que eu vou ter (aceita que dói menos). É um dia em que a celebração se inicia na cama e dela não se afasta, de preferência de pijamas.

O problema se inicia quando sou convidado para qualquer atividade no domingo, principalmente àquelas que acontecem nos parques. Gente, não é que eu não goste de socializar. Eu não gosto de socializar aos DO-MIN-GOS. Todas as pessoas que me conhecem já sabem disso, mas ignoram completamente esta máxima, o que torna a amizade mais verdadeira ainda, pois se vocês têm a minha presença em suas casas neste dia gótico, pode-se concluir que aquele velho ditado é verídico: só o amor move montanhas.

Enfim, mas reclamações a parte, eu sei que há pessoas que adoram o domingo por vários motivos. Porque é o dia de passear com a família, de comer aquele churrasco bem gorduroso, de ver os amigos nas praças da cidade (coraaaaagi) etc. Vejam bem que não estou aqui  para criticar a preferência das pessoas pelo domingo, mas apenas para explanar o meu sentimento de desprezo por este dia. Até porque, migas, como todo mundo já sabe, gosto não se discute, se lamenta.

Síndrome de Peter Pan?

peterpan1_1Há um mês atrás, eu tive a oportunidade de reviver os meus tempos de adolescência através de uma peça de teatro maravilhosa chamada Adolescer. Ri, cantei, chorei e só faltou dançar, o que apenas não aconteceu por falta de espaço. Mas que as músicas da peça eram muito contagiantes, isso eu não posso negar.

Pelo fato de eu ser professor e conviver muito com adolescentes em diferentes etapas desta fase, a adolescência nunca saiu completamente de mim. E apesar dos meus quase 30 anos, me vejo cada vez mais conectado com os movimentos que acontecem com esta geração. Me sinto um eterno adolescente. Antes que alguns pensem, ” nossa, mas que retardado, não quer nunca envelhecer?” deixo bem claro que a minha condição de juventude se concretiza na maneira como vejo a vida. Daquela forma sonhadora, criativa e que sempre acredita em um futuro brilhante e belo. E por que não? Porque sou obrigado a entender o mundo de forma tão quadrada e chata, quando posso ser agente transformador, ajudando os outros a compreenderem um pouco desta realidade como algo lindo? Algo que sim, pode  ser desfrutado da forma mais incrível possível?

Então, foi isso que me levou a assistir à peça adolescer (além do talento indescritível de uma das minhas alunas participantes do elenco). Fui lá para resgatar um pouco mais desta vibe jovem que encara a vida de uma maneira mais leve. Que hoje, apesar dos inúmeros compromissos, como aulas de inglês, espanhol, dança, judô, ainda tem tempo para zoar, rir, brincar e ser feliz. Grandes crianças, pequenos adultos, que vivem intensamente essa fase, expressando seus sentimentos aos sete ventos e sendo verdadeiros a sua essência e alma.