Juro solenemente mudar

conselhos-para-quem-quer-mudar-de-area-noticiasAí você se forma no ensino médio e sente aquela pressão social, familiar e pessoal de descobrir o que fará durante tooooda a sua vida (grande mentira), afinal, somos seres estáticos e não sofremos nenhuma mudança com o tempo (doses cavalares de sarcasmo). Então, quando você finalmente decide a sua profissão e escolhe a faculdade dos seus sonhos, você pensa “Ok, vida! Aqui vou eu, super decidido e pronto para nunca mais enfrentar decisões tão profundas como esta.” Mas a vida, esta louca, nunca se cansa de pregar peças, não é mesmo?

E por que estou trazendo esta reflexão para mais um blog semanal (podem contar que vai ser semanal, tá, gente? Prometo)? Simplesmente porque cá estou eu, novamente enfrentando o dilema do “o que farei pós formatura?” Tudo bem, muitos de você vão dizer “mas Gustavo, seu lindo (obrigado, de nada), arregaça estas mangas e vai trabalhar!” Gente, primeiro que eu já trabalho na área que eu gosto e me sinto muito realizado por isso. E em segundo lugar, me desculpem, mas não acredito, embora exercendo o que já me faz bem, que o ser humano tenha nascido unicamente para uma coisa. Eu acho, e talvez eu possa estar total delirando, que somos tão plurais e capazes de tantas coisas que devemos também nos dedicar a projetos paralelos. Mas que projetos paralelos, meu senhor? Esta é a dúvida cruel na qual eu me encontro.

Desde que eu iniciei este projeto chamado graduação, sempre imaginei possibilidades mil, como por exemplo, criar minha própria escola, com metodologia própria, onde os alunos pudessem ser livres para criar e se expressar. Enfim, uma escola que causaria inveja nas inimigas. Esse projeto, por algumas razões aparentes ($$) ainda não foi iniciado e para piorar (ou melhorar) outros muitos projetos apareceram no meio do caminho. Sabem como é, né?! Canceriano, sonhador, romântico e blá, blá, blá. O grande problema é que agora são tantos que já não sei com qual deles eu vou começar. E junto com toda essa preocupação de projetos a serem experimentados, têm essa sensação estranha de despedida da faculdade. Honestamente falando, eu nunca pensei que poderia sentir saudades de… “lá”. Não que o ambiente universitário tenha sido o pior da minha vida (pelo menos não sempre), mas pelo fato de eu já estar fazendo parte dele há muitos anos (prefiro não comentar quantos), durante muito tempo rolou um certo sofrimento e um “ranço” de… lá, sabe? Mas aí, chegando agora a tão sonhada colação de grau, do nada a cabeça gira, pira e começa a me enviar mini flashbacks de momentos lindos que tive com amigos, professores conselheiros e aulas incríveis. Gente, assim não dá. Chama a mãe que o pai tá mal.

No entanto, apesar dessa confusão toda que a gente acaba criando em nossas cabecinhas (ou apenas eu na minha ), acredito que todo esse processo acaba sendo super saudável para a manutenção da vida. E no final das contas, mudar faz parte do nosso ciclo natural, assim como já diria Chico Buarque “As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.” Em outras palavras, que venham todas essas mudanças. Inclusive, podem vir quente que estou fervendo.