2015, eles não sabem o que dizem

tumblr_inline_nd93hlQhVm1rciub7Faltou texto no Natal? Faltou sim. Devo, não nego, escrevo quando puder. No caso, posso agora. Então, aí está indo um texto de ano novo.

Pra falar a verdade, este texto tá muito mais pra uma retrospectiva do que aqueles outros que estão sendo feitos pela grande maioria das pessoas, desejando que tenhamos um feliz ano novo e que tenhamos um ano muito próspero porque 2015 foi horrível e blá, blá, blá. Não que eu seja diferentão, o modernista, o vanguardista, mas desde que me conheço como gente (agora um pouquinho mais, já que os 30 estão se aproximando cada vez mais rápido, socoooorroooo!!) eu nunca consigo celebrar a virada do ano como as outras pessoas, sabe?! Festejando e viajando etc e tal. Vejo esta data muito mais como um momento de reflexão de tudo aquilo que passou, não apenas comigo, mas com tudo e todos (ok, dizer que com todos talvez seja um exagero, mas eu me esforço). Reflito e sempre procuro ver quais foram os pontos positivos e negativos pra que assim eu possa compreender o saldo do ano. E aqui chegamos (de acordo com o meu ponto de vista).

Este ano foi complicado, gente? Foi e bastante, mas ficar reclamando e expurgando nas redes sociais o pobre do 2015 como se apenas coisas ruins tivessem acontecido é simplesmente desprezar o bem maior que temos: a vida. Sem entrar em lenga, lengas religiosas, a vida é um dos maiores bens que temos, e se estamos ainda aqui, que saibamos aproveitar o máximo dela (ok, bem piegas, mas apenas digo verdades). Tudo bem que durante este ano tivemos grandes baixas. A crise em nosso país, essas disputas políticas que mais parecem brincadeiras de criança mimada, a destruição, mais uma vez, de uma parte da nossa natureza, ataques terroristas e por aí vai. Mas galera, se tem uma coisa que eu aprendi como professor, e cá entre nós, este ano eu aprendi muito com esta profissão, foi a ter esperança. Isso mesmo. Podem, inclusive, me chamar de utópico, romancista, mas é isso mesmo: Esperança.

Este ano eu tive muitas provas de que esperança é algo que move o mundo. Foram vários protestos aqui no Brasil. Foram alunos a procura de um sistema que os representasse e os desse valor. Foram manifestações de solidariedade com as pessoas que sofreram com o desastre em Mariana. Foi a preocupação de tantos com os ataques terroristas na França. Enfim, muitas ações ocorreram este ano me mostrando o quanto o ser humano é bom, só está ainda amadurecendo as ideias (por favor, amadureça mais rápido. Obrigado, de nada!)

Agora, se eu entrar no campo pessoal, nossa, eu posso descrever este ano que passou como desafio. Sim, porque fui diretamente desafiado pela vida a aprender a lidar com as conquistas, com as perdas, com as verdades (e minha nossa senhora das causas impossíveis, que verdades) com os medos, com as inseguranças até com as falsianes. Chorei? Sim, chorei muito, mas também ri bastante e gargalhei um bocado a mais na cara das inimigas.

Então povo, antes que 2015 se vá e a gente acabe sendo ingrato com mais este ano (porque eu bem me lembro de muitos de vocês reclamando de 2014. Aliás,  o que vocês querem, hein?) espero que todos possamos olhar para trás e agradecer por mais uma batalha vencida e que tenhamos ainda muito mais munição de esperança e amor para vencermos a guerra.

 

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