Empatia e você, tudo a ver

religiãoIndiscutivelmente já sabemos que há vantagens que surgem durante este processo de crescimento e consequente amadurecimento pessoal. Logo que decidi iniciar este blog, eu infelizmente não conseguia, no entanto, ver as maravilhas que estavam por vir com a chegada dos 30 e acabava por me concentrar unicamente no senso comum das desvantagens (o povo gosta de sofrer mesmo). Pois bem, caros amigos. Aqui estou para lhes dizer que, felizmente, eu estava redondamente enganado (sempre quis dizer isto!!). Dentre estas vantagens, foco neste momento em um sentimento que aos poucos vem tomando cada vez mais conta da minha vida: a empatia.

Gente, para os desavisados de plantão, ou ainda para os que já a praticam mas não fazem ideia da sua nomenclatura, empatia significa, a grosso modo, você se colocar na posição do outro e procurar entender suas diferenças, suas formas de pensamento e viver. Simples assim. Nada que demande de você qualquer tipo de esforço extraordinário. Apenas uma questão de entender que as pessoas são diferentes e que nem sempre o seu modo de viver servirá para todos, meu amigo (em alguns casos, não servirá para mais ninguém a não ser você). E não importa quantas vezes você tente convencer os demais ( aliás, apenas PARE!). Afinal, ninguém é obrigado!

Estas últimas semanas, por sinal, tenho praticado muito a empatia por conta do meu ambiente de trabalho. Como vocês já sabem sou professor, e recentemente estou trabalhando em uma escola onde a grande maioria dos estudantes são judeus. Nestes três meses de aula que já se passaram, a imersão cultural com este grupo tem sido intensa e extremamente gratificante em todos os sentidos. A entrega a esta cultura nova, a esta religião tão bonita e fascinante, composta de pessoas de grande coração e mente aberta tem me proporcionado uma nova forma de pensar. Toda semana aprendo um pouco mais sobre eles e com eles. Aprendo o quanto é importante sabermos que nós homens precisamos ser livres, preservar a família e o indivíduo. Aprendo que compartilhar e compreender o próximo sempre foi e sempre será o melhor caminho. Coincidentemente, tudo o que venho aprendendo com estes meus novos alunos e colegas de trabalho não é  muito diferente dos dogmas e preceitos aprendidos durante toda a minha educação básica em uma escola católica em minha cidade, Gravataí, onde eu, através dos ensinamentos de irmãs e muitos professores dedicados, compreendi o quão é necessário que tenhamos amor ao próximo. E olhem só que incrível. Não é que com os meus amigos evangélicos, espíritas e do candomblé eu já aprendi tantos destes mesmo princípios?!

O fato é que você, querido amigo, querendo ou não admitir, tem que aceitar que as diferenças estão aí, sejam elas de cunho religioso, social, de gênero etc. E, talvez, para o espanto de alguns, elas não irão deixar de existir. Vai de cada um, de cada pessoa compreender que independente da religião, ou de qualquer outra diferença, estamos lidando com pessoas, com seres de carne, osso e sentimentos, e a melhor saída, ou quem sabe começo, seria optar pelo respeito, pela compreensão e principalmente pelo amor. Desejo a todos vocês um grande Shalom, amém, namastê, axé e colar de beijos!!